Preparação de fundos com contrastes

As técnicas de pintura evoluem constantemente e todos os dias nos apercebemos de mudanças que possibilitam a optimização dos tempos de trabalho e da utilização de materiais. Por outro lado, existem as ditas “boas regras da arte” que, com o passar dos anos têm vindo a cair no esquecimento e que fazem e sempre fizeram parte do resultado de uma pintura de qualidade. É precisamente uma dessas “boas regras” que relembramos neste folheto informativo: a preparação de superfícies com contrastes e a sua pintura com cores da baixa opacidade.

Na base da melhor solução deste problema estão duas condicionantes a ter em conta:
- a porosidade da superfície, condicionada pela sua homogeneidade ou heterogeneidade;
- o tipo de acabamento, limitado pela sua absorção entre camadas e pela opacidade da sua pigmentação;

Posto isto, e considerando a pior das hipóteses, podemos deparar-nos com uma superfície manchada e de porosidade heterogénea (conduzindo a absorção diferencial) e com a necessidade de aplicar um acabamento acetinado (PLAS SEDA, LINASOFT, MILACRIL) e com pigmentação de reduzida opacidade (laranja, verde, vermelho, etc).
Reportando à primeira variável, a heterogeneidade da superfície, podemos assegurar a sua neutralização com a utilização de um primário pigmentado. Por norma, os primários têm a pigmentação branca mas esta não é a tonalidade que melhor neutraliza os contrastes. Para tal, temos disponível ISOLINA TD-089 CINZA para afinação automática, que tem um excelente comportamento como fundo opacificante, permitindo a homogeneidade do acabamento.

Por outro lado, ao efectuarmos o acabamento com tintas acetinadas, e especialmente, de baixa opacidade, devemos ter o cuidado de garantir a neutralização total dos contrastes da base antes da aplicação do mesmo. Para tal, deve-se aplicar as duas primeiras demãos numa tinta mate tipo NILOPLASTE em cor TD-089 CINZA ou noutra cor de tonalidade aproximada ao acabamento, desde que seja de muita boa opacidade. Esta operação permitirá melhor absorção entre camadas o que se irá traduzir num acabamento mais perfeito.

O acabamento deverá então ser aplicado em duas demãos, de modo a uniformizar o brilho e a criar uma película com a resistência adequada.

José Marques
DID Construção Civil